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Aluísio Machado

Alcides Aluísio Machado
13/4/1939 Campos dos Goytacazes, RJ

Biografia

Compositor. Cantor. Dançarino. Mestre-Sala. Sétimo e último filho do casal Alcides Machado (mineiro e sanfoneiro amador) e Maria Augusta Machado (capixaba e lavadeira), que se transferiu para Campos um ano antes de seu nascimento. Mais tarde, a família transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, residindo em vários bairros, entre os quais Campinho, Cavalcante, Ricardo de Albuquerque e Jacarepaguá.  O irmão mais velho foi passista do Império Serrano. Aos 14 anos começou a desfilar pela Império Serrano. Aos 16 anos entrou para a Companhia Teatro Popular Brasileiro (TPB), do pernambucano Solano Trindade, com a qual viajou para apresentações na cidade de São Paulo. Como dançarino (de frevo, caxambu, maracatu e jongo etc) atuou como figurante em alguns filmes nacionais, entre os quais "Rio 40º" (dirigido por Nélson Pereira dos Santos, 1955); "Meus amores no Rio" (dirigido por Carlos Hugo Christensen, 1958) e "Orfeu do Carnaval" (dirigido por Marcel Camus, 1960). Em 1963 desfilou pela primeira vez, como mestre-sala na Imperatriz Leopoldinense, na época, a agremiação pertencia ao Grupo II do carnaval carioca. Pertenceu à Ala de Compositores do Bloco Carnavalesco Embalo de Madureira. Integrou a Ala de Compositores da Unidos de Vila Isabel entre 1972 e 1981). Integrou a Ala de Compositores do Império Serrano, para a qual compôs alguns clássicos do samba-enredo. Trabalhou como estofador. Foi funcionário do Tribunal Marítimo, onde trabalhou como arquivista, antes, porém, trabalhou na contabilidade. No ano de 2001 gravou um depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, tendo como entrevistadores José Carlos Rego, Helena Theodoro e Lygia Santos. Em 2007 foi lançado em DVD o documentário em média-metragem "O Famoso Aluísio Machado", (51 minutos) pela Produtora Vira-Lata Filmes, no qual conta parte de sua trajetória artística, com cenas gravadas em um botequim em frente ao Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá. Dois anos depois, em 2009 o DVD "Alcides Aluísio Machado" foi lançado pelo "Projeto Memórias das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro", com um documentário sobre o sambista produzido pelo Centro Cultural Cartola, com o apoio do IPHAN e MEC. Ainda em 2009 seria lançado outro DVD-documentário, desta vez o "Oficina de Danças - As Matrizes do Samba Carioca - Sapateadores do Partido Alto", dirigido por Andréa Jabor, com apresentação de Helena Theodoro e realização da Arquitetura do Movimento, copatrocinado pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e "Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2008", com Aluísio Machado, Rubem Confete, Bira Presidente e Ubirani. No ano posterior, em 2010, participou como um dos entrevistados no documentário "Noitada de Samba - Foco de Resistência", dirigido por Cély Leal, sob consultoria de Jorge Coutinho e Leonides Bayer (criadores do evento na época). O trabalho foi produzido pela Singra Produções e contou com outros entrevistados, tais como Adelzon Alves, Ademilde Fonseca, Afonsinho, Alcione, Arlindo Cruz, Baianinho, Beth Carvalho, Carlos Lyra, Dalmo Castello, Délcio Carvalho, Diana Aragão, Dona Ivone Lara, Eliana Pittman, Elton Medeiros, Genaro da Bahia, Gilberto Braga, Gisa Nogueira, João das Neves, Jorge Coutinho, Leonides Bayer, Lígia Santos, Mariúza, Martinho da Vila, Maurício Sherman, Monarco, Nilze Carvalho, Noca da Portela, Pimpolho, Poli, Rubem Confete, Stênio do Nosso Samba, Xangô da Mangueira e Zeca da Cuíca. No ano de 2012 participaria do documentário intitulado "Cabeças Coroadas", dirigido por Saulo Farias Vasconcelos, realizado pelo Centro Cultural Cartola, associado à série "Lab Cultura Viva", copatrocinado por FUJB/UFRJ/ECO-UFRJ e MINC, sob coordenação da professora Ivana Bentes (ECO-UFRJ) e lanaçdo em DVD. Em 2014 o Tribunal Marítimo lhe concedeu o "Diploma de Reconhecimento - Diploma de Bronze", por seus 17 anos de relevantes serviços dedicados ao Tribunal. Neste mesmo ano recebeu o título, das mãos do compositor Zé Katimba, de "Cidadão Samba 2014" no evento "Carnaval Histórico", realizado no Teatro Imperator - Centro Cultural João Nogueira, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro.

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