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Aloísio T. de Carvalho

Aloísio T. de Carvalho
19/8/1924 Salvador, BA

Dados Artísticos

Foi diretor de cinema e dirigiu alguns filmes em longa metragem na década de 1950, período áureo das chanchadas da Atlântida. Chegando ao Rio de Janeiro na década de 1940, conheceu o cantor e diretor Raul Roullien e atuou com assistente de direção dele no filme "Jangada", em 1949, que no entanto, ficou inacabado e se perdeu num incêndio. Com o auxílio do fotógrafo George Dusek, ingressou definitivamente no cinema, e, em 1951, dirigiu o melodrama erótico "O preço de um desejo". Pouco depois, foi contratado pelo cantor Ronaldo Lupo para dirigir três comédias românticas, que abririam uma nova linha no universo das chanchadas, mais românticas e valorizando o lado musical. Dirigiu então os longa metragens "Genival é de morte", em 1955, e "Tem boi na linha" e "Hoje o galo sou eu", ambos em 1957. Sua carreira como compositor começou por essa época quando teve a balada-rock "Sereno" gravada com sucesso pelo cantor pernambucano Paulo Molin, em disco da Mocambo. Em seguida procurou um ator que representasse em seus filmes uma espécie de o "outro Oscarito". Encontrou então o ator Zé Trindade, para quem criou os principais bordões que consagram o comediante. Com Zé Trindade nos papéis principais dirigiu os filmes "Maluco por mulher" e "O Batedor de carteiras", ambos em 1957. Em 1958, dirigiu aquele que seria seu maior sucesso cinematográfico, o filme "Minha sogra é da polícia". Em 1959, a balada-rock "Sereno" recebeu seis gravações: de Dalva de Andrade, no LP "Eis Dalva de Andrade", da Polydor; do Sexteto Prestige, no LP "Música e festa - Vol. 3", da Prestige; do maestro Rubens Perez, no LP "Parada dançante - Pocho e seu conjunto", da RGE; de Norberto Baldauf, no LP "Rock on big hits - Norberto Baldauf e seu conjunto melódico", da Odeon; do cantor José Orlando no LP "Um disco e doze sucessos", da Chantecler, e do instrumentista Ladico, no LP "Do posto 1 ao posto 6 - Ladico e seu conjunto", da gravadora Todamérica. Em 1960, teve três baladas gravadas por Paulo Molin no LP "Surpresa" da Mocambo, "Sereno", "Inconstante" e "Balada da saudade". Em 1961, dirigiu "Rio, capital do samba". Em 1962, fez "Nossa Senhora dos navegantes" considerada sua produção mais significativa, que, no entanto, devido à falhas do laboratório que revelou o filme, se perdeu em poucos anos, fazendo com que ele, desiludido, abandonasse a carreira e passasse a explorar o cinema "Jussara", no Rio de Janeiro. Em 1969, a balada-rock "Sereno" foi regravada pelo cantor Cyro Aguiar no LP "Anticonvencional", da Continental. Em 1976, a balada-rock "Sereno" retornou ao sucesso ao ser incluída na trilha sonora da novela "Estúpido cupido" da Rede Globo de Televisão, na interpretação de Paulo Molin. Embora com pequena participação, marcou seu nome na História da música popular brasileira com a balada-rock "Sereno", uma das mais marcantes do começo do rock no Brasil.

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