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Alfredo

Alfredo José de Alcântara
1901 Recife, PE
circa 1958 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Por volta de 1920, o sambista pioneiro Caninha ouviu-o tocar pandeiro e vendo a sua destreza e maneira pessoal de tocar o instrumento, o convidou para integrar seu grupo de samba. Além de marcar o rítimo, realizava floreios de percussão e ainda fazia malabarismos, equilibrando o pandeiro na ponta do indicador, arremessando-o para o alto. Nesta época, ganhou o apelido de "Pandeirista infernal", sendo solicitado por vários conjuntos. Em 1923, chegou a apresentar-se no elegante Cabaré Assírio, do Rio de Janeiro, acompanhando "Os Batutas", grupo liderado por Pixinguinha e Donga, recém chegados de apresentações em Paris. Em 1927, integrou o grupo "Catubas de Macaé", formado pelo violonista Josué de Barros. Em 1928 teve o samba "Lavadeira" gravado por Francisco Alves na Odeon. Trabalhou também com teatro, participou de várias revistas da época. Apresentou-se em Buenos Aires na Argentina, onde se exibiu em teatros e casas noturnas como "El negro Panderista Brasileño". Nesses shows, além de tocar pandeiro, fazia evoluções de passista e bailarino, sempre com muito sucesso. Formou uma pequena companhia e excursionou pela Europa e em seguida por Nova Iorque, apresentando show de variedades, com música e dança, além de exibicionismo no instrumento que mais conhecia. Ainda com essa mesma excurssão, após ter conseguido êxito nos Estados Unidos, voltou à Argentina para uma nova temporada. Desenvolveu um estilo próprio de manusear o pandeiro, o que fez com que tivesse vários seguidores, entre os quais, Russo do Pandeiro. Sua execussão pioneira ainda hoje pode ser vista nos pandeiristas das das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

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