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Alegre Corrêa

Clóvis Nunes Corrêa
9/6/1960 Passo Fundo, RS

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira em 1973, tocando guitarra em bailes e bares. No início da década de 1980, mudou-se para Florianópolis, onde atuou, juntamente com o saxofonista e flautista Letieres Leite, na Banda de Neutrons. Mais tarde, já em Porto Alegre(RS), fundou o grupo Circuito Emocional e atuou, em shows e gravações, com artistas locais. Com a dissolução do conjunto, foi para Santa Rosa(RS), onde trabalhou com o acordeonista Luiz Carlos Borges.

Em 1987, venceu o festival FAMPOP, em Avaré(SP), com o tema "Terça-feira". No ano seguinte, viajou para Viena, onde fez parte do Mato Grosso Group, com o qual gravou, em 1989, o CD "Brasileiro".

Em 1992, formou o Grupo Alma, gravando, com Luiz Carlos Borges, o CD "Gaúcho Rider". Atuou em shows e gravações com vários artistas europeus. Nesse mesmo ano, sua composição "O pescador", apresentada pelo guitarrista Daniel Sá & Grupo, venceu o festival Musicanto de Santa Rosa (RS), na linha instrumental.

Em 1993, lançou o CD "Infância", seu primeiro disco como artista solista, contando com o apoio do músico austríaco Mathias Rüegg e com o patrocínio da Thomastik Infield, fabricante de cordas para instrumentos musicais.

Em 1995, já liderando o Alegre Corrêa Sextett, gravou o CD "Negro Coração", que contou com a participação de Hermeto Pascoal. Nesse mesmo ano, a editora Honk Music Musikverlag publicou um songbook contendo as partituras das 19 canções dos seus dois CDs. Ainda em 1995, veio ao Brasil, para a turnê de lançamento das cordas Thomastik no mercado nacional, e participou, com seu conjunto, da ExpoMusic, em São Paulo e Porto Alegre, e do Festival de Jazz de Florianópolis. Também nesse ano, dividiu a noite com Hermeto Pascoal no Teatro do CIC, em Florianópolis.

Em 1997, lançou, com o Alegre Corrêa Sextett, o CD "Terra Mágica".

Em 1998, seu disco "Infância" foi relançado pela Extraplatte, com duas faixas bônus e novo projeto gráfico.

Em 1999, lançou, com o músico Guinha Ramires, o CD "Handmade". Esteve novamente no Brasil em maio desse mesmo ano, realizando nova turnê com seu conjunto, com o qual se apresentou em São Paulo (Sesc-Pompéia e Parque da Aclimação), Campinas (Unicamp e Platz Auditorium), Florianópolis (UESC e Teatro Álvaro de Carvalho), Passo Fundo (Instituto da Música e Reitoria da UPF), Porto Alegre (Teatro São Pedro, atuando com Orquestra de Câmara; Auditório Araújo Viana, com a Banda Municipal; e Music Hall Jazz Bar) e Sao Leopoldo (Unisinos). Nesse mesmo ano, foi convidado por Mathias Ruegg para assumir a guitarra na Vienna Art Orchestra (VAO), durante turnê realizada pela big band em comemoraçao ao centenário de Duke Ellington. Ainda em 1999, dividiu a noite com Joyce, em Reigen (Viena), e com Airto Moreira e Flora Purim, no mesmo local.

Foi o primeiro músico brasileiro a integrar a VAO, com a qual realizou, em 1 de janeiro de 2000, no Teatro Sofiensäle, o Concerto de Ano Novo, tocando 13 composiçoes de Strauss, reescritas e arranjadas numa linguagem jazzística contemporânea por Mathias Ruegg. O concerto foi gravado ao vivo e lançado em CD com o título de "All That Strauss - Vienna Art Orchestra". Gravou, com o Alegre Corrêa Group, o CD "Raízes", lançado nesse ano pela Sony no Metropol de Viena.

Em 2001, gravou o CD "Brasilianische Schrammeln", que registrou seu encontro com o acordeonista austríaco Karl Hodina no Porgy & Bess Jazz Club de Viena. O disco contou com a participação de Bertl Mayer (gaita de boca), Thomas Kugi (clarineta), Tscho Theissig e Michael Radanovics (violinos), Adrew Jezek (viola) e Georg Breinschimid (baixo acústico). Também estão presentes em algumas faixas os convidados Rudi Koschelu (contraguitarra), Paul Urbanek (piano), Maria Papst (viola) e Luis Ribeiro (percussão), além de sua filha Gabriela Nascimento Corrêa (vocal) e Trude Mally, a última cantora remanescente de "dudler", um estilo de cantar dos Alpes originalmente usado como uma forma de comunicaçao. Ainda nesse ano, gravou, também em Viena, o CD "Mauve", atuando como violonista, vocalista e percussionista, ao lado de Arkady Shilkloper (french horn, alpine horn) e do austríaco Georg Breinschmid (baixo acústico). O disco, contendo cinco composições de sua autoria, em um repertório de oito músicas, contou com a participação do baterista brasileiro Endrigo Bettega e do clarinetista europeu Claus Dickbauer.

Em 2002, foi contemplado com o prêmio Hans Koller Preis, na categoria Melhor Álbum do Ano, pelo disco "Mauve". Participou do disco "Art & Fun - Viena Art Orchestra", comemorativo aos 25 anos da VAO, gravado no Porgy & Bess Jazz Club de Viena e lançado nesse mesmo ano.

Em 2003, dividiu a noite com João Gilberto, na Ópera de Viena, e com Renato Borghetti, no Porgy & Bess Jazz Club, também nessa cidade. Ainda nesse ano, recebeu, em Porto Alegre, homenagem da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à cultura e à música desse estado, entregue por Roque Jacoby (Secretário de Estado da Cultura) e por Luiz Carlos Borges (Presidente do IGTF). Também em 2003, foi agraciado com Voto de Louvor e Congratulações, entregue pelo vereador Décio Ramos de Lima, presidente da Câmara Municipal de Passo Fundo. Ainda nesse ano, tornou-se o primeiro estrangeiro a ser eleito Músico do Ano na Áustria, premiação entregue em Viena por Frank Morak (Secretário de Cultura da Áustria) e por Mathias Rüegg (diretor da Vienna Art Orchestra).

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