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Agenor Bens

Agenor A. Bens
circa 1870 Cordeiro, RJ
circa 1950 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Chorão da Velha Guarda, possuía vasto repertório de choros antigos. Tocava muitas obras de Candinho Trombone além de cantar modinhas. Gravou vários discos nas duas primeiras décadas deste século (total de 18 músicas), nas etiquetas Grand Record Brazil, Favorite Record da Casa Faulhaber e Odeon Record da Casa Edison. Gravou sempre solos de flauta, alguns acompanhados ao piano por Artur Camilo.  Escreveu choros, polcas e modinhas que faziam  parte do repertório  dos chorões, dentre as quais destacaram-se a  polca "Faceira", o estudo "Noturno" e "Fantasia capricho". Como grande flautista, rivalizava com Patápio Silva, de quem gravou "Oriental". A partir de 1912, começou a se apresentar como solista de diversas orquestras do RJ. Em 1913, teve uma de suas músicas, a polca "Faceira", gravada pelo flautista Carlos Martins com acompanhamento do pianista Artur Camilo. No mesmo ano, gravou, como solista, a valsa "Primavera" e com Artur Camilo, gravou  "Noturno" e a polca "Cruzes! Minha prima", de Joaquim Calado. Na opinião do maestro Guerra Peixe, foi "o maior flautista brasileiro de todos os tempos". Em 1915, apresentou-se na cidade fluminense de Nova Friburgo integrando umtrio do qual faziam parte, além dele na flauta, o maestro Villa-Lobos, em sua primeira apresentação pública, ao violoncelo, e a esposa do maestro Lucila ao piano. Em 1930, sua composição "Doutor sem sorte", foi gravada pela Orquestra Victor Brasileira, liderada por Pixinguinha. Seu tango brasileiro "Oiapoque" foi gravado pelo grupo Os Matutos.

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