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Adriana Calcanhotto

Adriana Calcanhotto
3/10/1965 Porto Alegre, RS

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira artística em Porto Alegre, cantando em bares, casas noturnas e churrascarias.

No final dos anos 1980, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Em 1990, gravou seu primeiro disco, "Enguiço", registrando a faixa-título e a canção "Mortaes", ambas de sua autoria, além de músicas de outros compositores.

Lançou, em 1992, o CD "Senhas", contendo suas composições "Mentiras", "Esquadros", "Tons", "Segundos", "Negros", "Graffitis" , "Água Perrier" (c/ Antônio Cícero), "Motivos" e a faixa-título, além de "Mulato calado" (M. Batista e H. Batista), "Velhos e jovens" (Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti), "O nome da cidade" (Caetano Veloso) e "Milagres" (Roberto Frejat, Denise Barroso e Cazuza). A faixa "Mentiras" fez parte da trilha sonora da novela "Renascer" (TV Globo), projetando a cantora nacionalmente.

Em 1994, gravou o CD "A fábrica do poema", muito elogiado pela crítica. No repertório, suas canções "Por que você faz cinema?", sobre texto de Joaquim Pedro de Andrade, "Cariocas", "Metade", "Sudoeste" (c/ Jorge Salomão), "Inverno" (c/ Antônio Cícero), "Roleta-russa", "Portrait of Gertrude", "Minha música" e a canção-título (c/ Waly Salomão), além de "O verme e a estrela" (Pedro Kilkerry e Cid Campos), "Bagatelas", (Roberto Frejat e Antônio Cícero), "Estrelas" (Sergio Britto e Arnaldo Antunes), "Aconteceu" e " Tema de Alice", ambas de Péricles Cavalcanti, e "Morro Dois Irmãos" (Chico Buarque).

Lançou, em 1998, o CD "Marítimo", contendo suas composições "Parangolé Pamplona", "Vambora", "Asas" (c/ Antônio Cícero), "Pista de dança" (c/ Waly Salomão), com a participação do parceiro, "Vamos comer Caetano", "Canção por acaso", "Cariocas" e a faixa-título, além de "Mais feliz" (Dé, Cazuza e Bebel Gilberto), "Dançando" (Péricles Cavalcanti), "A cidade" (Helder Aragão), "Por isso eu corro demais" (Roberto Carlos), "Quem vem pra beira do mar" (Dorival Caymmi) e "Mão e luva" (Pedro Luiz), as duas últimas com a participação do respectivos compositores.

Para o cinema, gravou o "Tema de Alice", de Péricles Cavalcanti, para a trilha sonora do filme "Mil e uma", de Susana Morais, e o tema de "Doces poderes", filme de Lúcia Murat.

Em 2000, lançou "Público", gravação ao vivo do show homônimo realizado no Canecão (RJ), no qual a cantora apresentou-se acompanhada apenas do violão. No repertório, destaque para sua releitura de um sucesso da Jovem Guarda, "Devolva-me", de Lilian Knapp e Renato Barros, canção bastante executada nesse ano. O CD, muito elogiado pela crítica, foi contemplado com o Disco de Ouro.

Em 2002, gravou o CD "Cantada", que contou com a participação de Daniel Jobim e dos grupos Los Hermanos, Bossacucanova e Moreno + 2. Nesse mesmo ano, apresentou-se no DirecTV (SP) e no Canecão (RJ), em show de lançamento do CD, que lhe valeu mais um Disco de Ouro.

Sob o heterônimo de Adriana Partimpim, apelido de infância, lançou, em 2004, CD homônimo, dedicado às crianças. No repertório, destaque para as faixas "Fico assim sem você" (Claudinho e Buchecha) e "Saiba" (Arnaldo Antunes), além de "Canção da falsa tartaruga" (tradução de Augusto de Campos para uma canção de "Alice no país das maravilhas", musicada por Cid Campos), "Ser de sagitário" (Péricles Cavalcanti), "Borboleta" (Domenico Lancellotti) e "Ciranda da bailarina" (Edu Lobo e Chico Buarque), entre outras. O CD, produzido por Dé Palmeira, foi contemplado com Disco de Ouro, no Brasil, e Disco de Platina, em Portugal, além de render à cantora o prêmio "Faz Diferença", do jornal "O Globo".

Em 2005, apresentou-se no Teatro Carlos Gomes (RJ), na décima primeira edição do festival percussivo PercPan, acompanhada pelo trio formado por Moreno Velloso, Domenico Lancelotti e Kassin, mais o percussionista Quito Ribeiro. Nesse mesmo ano, estreou, no Teatro Carlos Gomes (RJ) o show "Partimpim", com direção de Hamilton Vaz Pereira, Leonardo Netto e a própria cantora, direção musical de Dé Palmeira, cenário de Hélio Eichbauer e figurino de Isabela Capeto e Felipe Veloso. O espetáculo contou com a participação dos músicos Dé Palmeira (baixo), Guilherme Kastrup (percussão), Ricardo Palmeira (guitarra) e Marcos Cunha (teclados). Também em 2005, apresentou o show no Canecão (RJ). Ainda nesse ano, apresentou-se, no Circo Voador (RJ), ao lado de kassin, Domenico e Moreno Veloso. Ainda nesse ano, lançou o DVD "Adriana Partimpim - O show", gravado no Teatro Carlos Gomes (RJ).

Em 2007, fez turnê internacional do show “+Ela”, ao lado do trio +2 (Domenico Lancelotti, Kassin e Moreno Veloso). Lançou, no ano seguinte, o CD “Maré” - segundo da “Trilogia do Mar” iniciada com “Marítimo”, contendo 11 faixas: “Sargaço mar” (Dorival Caymmi), “Sem saída” (poema de Augusto de Campos musicado por Cid Campos), “Um dia desses” (poema de Torquato Neto musicado por Kassin), “Onde andarás” (Caetano Veloso e Ferreira Gullar), “Porto Alegre (Nos braços de Calipso)” (Péricles Cavalcanti), “Três” (Marina Lima e Antonio Cícero), “Para lá” (Arnaldo Antunes) e “Mulher sem razão” (Dé Palmeira, Bebel Gilberto e Cazuza), além de suas canções “Teu nome mais secreto” (c/ Waly Salomão), “Seu pensamento” (c/ Dé Palmeira) e a faixa-título (c/ Moreno Veloso), entre outras. O núcleo instrumental do disco é formado por Dé Palmeira e pelo trio +2 (Domenico Lancelotti, Kassin e Moreno Veloso). Também participaram do CD os baixistas Jorge Helder e Alberto Continentino, Rodrigo Amarante (piano e arranjos de metais), Jards Macalé (violão), Gilberto Gil (violão) e a cantora Marisa Monte.

Em 2009, lançou “Partimpim Dois”, segundo álbum de Adriana Partimpim, heterônimo utilizado pela cantora para assinar seus projetos dedicados às crianças. No repertório, “O trenzinho do caipira” (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar), “Gatinha manhosa” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), “Na massa” (Davi Moraes e Arnaldo Antunes), “Bim bom” (João Gilberto), “O homem deu nome a todos animais” (Bob Dylan, vrs. Zé Ramalho), “As borboletas” (Cid Campos e Vinicius de Moraes) e “Alexandre” (Caetano Veloso), entre outras. O CD foi incluído na relação “Os Melhores Discos de 2009” do jornal “O Globo”, publicada ao final do ano, assinada pelos críticos Antonio Carlos Miguel, Bernardo Araújo, João Pimentel, Leonardo Lichote e Tom Leão.

Apresentou-se, em 2010, no Vivo Rio, com o espetáculo “Dois é show”, com o repertório do CD “Partimpim Dois”, tendo a seu lado os músicos Davi Moraes, Moreno Veloso, Domenico Lancelotti, Rafael Rocha e Alberto Continentino. Lançou, nesse mesmo ano, o DVD “Dois é show”, segundo sob a assinatura de Adriana Partimpim, com direção de Susana Moraes, cenário de Hélio Eichbauer e figurinos de Marcelo Pies. A seu lado, os músicos Moreno Veloso e Davi Moraes (guitarras), Alberto Continentino (baixo) e Rafael Rocha e Domenico Lancellotti (baterias e percussões). O espetáculo “Dois é show” foi apontado como um dos 10 Melhores Shows de 2010 do jornal ”O Globo” na edição de 28 de dezembro de 2010.

Fez 50 ilustrações para o livro “Melchior, o mais melhor”, escrito pelo artista plástico Vik Muniz e publicado em 2011. Neste mesmo ano, lançou o CD “O micróbio do samba”, com as faixas “Eu vivo a sorrir”, “Aquele plano para me esquecer”, “Pode se remoer”, “Mais perfumado”, “Beijo sem”, “Já reparô?”, “Vai saber?”, “Vem ver”, “Tão chic”, “Deixa, gueixa”, “Você disse não lembrar” e “Tá na minha hora”, todas de sua autoria. O disco, produzido por Daniel Carvalho, contou com a participação de Alberto Continentino (baixo), Domenico Lancelotti (bateria e percussão) e com a participação especial de Rodrigo Amarante (guitarra), Davi Moraes (violão), Nando Duarte (violão sete cordas) e Moreno Veloso (prato-e-faca).  Fez show de lançamento do CD “O micróbio do samba” no Espaço Tom Jobim (RJ). O espetáculo figurou na relação “Os Melhores Shows de 2011” do Jornal “O Globo”, em seleção assinada por Bernardo Araujo, Carlos Albuquerque, Leonardo Lichote, Luiz Fernando Vianna e Silvio Essinger.

Em 2012, lançou o DVD “Micróbio vivo”, gravado no ano anterior no Espaço Tom Jobim (RJ). Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do DVD “Micróbio Vivo” na casa Miranda (RJ). Participou da série “De conversa em conversa” do 3º Salão de Leitura, realizado no Teatro Popular de Niterói. Ainda em 2012, lançou o CD “Adriana Partimpim 3”, com suas canções “Salada russa” (c/ Paula Toller) e “Também vocês” (c/ João Callado), além de “Tia Nastácia” e “Acalanto”, ambas, de Dorival Caymmi, “Taj Mahal” (Jorge Ben "Jorge Benjor"), “Lindo lago do amor” (Gonzaguinha), “O pato” (Jaime Silva e Neusa Teixeira), “Criança, Crionça” (Cid Campos e Augusto de Campos), “Porque os peixes falam francês” (Alberto Continentino e Domenico Lancellotti), “Passaredo” (Francis Hime e Chico Buarque) e “De onde vem o baião” (Gilberto Gil).

  Em 2013, foi convidada para escrever uma coluna, aos domingos, no Segundo Caderno do jornal O Globo. no mesmo ano, foi indicada ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Álbum Infantil, pelo CD “Partimpim 3” (Adriana Partimpim). No ano de 2014, com o espetáculo “Adriana Calcanhoto de todas as letras”, participou do projeto “MPB na ABL”, criado, dirigido e apresentado por Ricardo Cravo Albin. No show falou sobre a vida e a obra, além de executar, ao vivo, de sua autoria, vários de seus sucessos de carreira, tais como “Mentiras”, “Metade”, “Vambora”, “Tua”, “Mais perfumado”, “Inverno” (c/ Antônio Cícero). Na ocasião, interpretou, também de sua autoria, as composições inéditas “Olhos de onda” e “E sendo amor”. No mesmo ano, lançou o disco “Olhos de onda”. As vinte músicas do CD trouxeram composições suas, dentre as quais “Metade”, “Mais perfumado”, “Vambora” e “Olhos de onda”, além de regravações de outros compositores, como “Back to Black”, de Amy Winehouse e Mark Ronson, “Mê de motivos”, de Michael Sullivan e Paulo Massadas e “O nome da cidade”, de Caetano Veloso, dentre outras. O título do disco faz referência à “olhos de ressaca”, célebre definição dos olhos da personagem Capitu na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Os shows da turnê pelo país tiveram um tom bastante intimista, com as músicas acompanhadas apenas por violão.  Em dezembro, apresentou o show “Loucura – Adriana Calcanhoto canta Lupicínio”, em celebração ao centenário do compositor. O show, gravado ao vivo, foi lançado em CD e DVD no ano seguinte.    No repertório, clássicos como “Felicidade”, “Nervos de aço”, “Volta”, “Nunca”, “Vingança”, “Cevando o amor”, “Cenário de Mangueira”, “Cadeira vazia”, “Castigo”, “Ela disse-me assim”, “Esses moços, pobres moços”, “Homenagem”, “Judiaria”, “Loucura” e “Quem há de dizer”.  Foi indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Música Brasileira com “Tudo”, em parceria com Bebel Gilberto. Em janeiro de 2016, trouxe novamente para o Vivo Rio a turnê de “Olhos de onda”, depois de várias apresentações em Portugal.
  Sua homenagem a Lupicínio rendeu uma indicação ao 27º Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor DVD, do qual saiu vitoriosa após concorrer com os álbuns “Dois amigos, um século de música”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, e “Baby sucessos – a menina ainda dança”, de Baby do Brasil. 
  Em 2016, sua composição “Pelo tempo que durar”, em parceria com Marisa Monte, foi interpretada na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã, pela cantora Mariene Castro. 
  Em 2016, teve duas músicas incluídas na trilha sonora da novela “A lei do amor”, exibida pela TV Globo: “Não demora” e “Era pra ser”. A última virou single. 

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