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Abgail Maia

Abgail Maia
16/9/1887 Porto Alegre, RS
20/12/1981 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Estreou em Porto Alegre, aos 15 anos de idade, substituindo uma jovem atriz no "vaudeville" "Maridos na corda bamba", espetáculo para o qual sua mãe havia sido contratada como primeira atriz. De volta ao Rio, não pretendia retornar ao palco. Em 1903, foi convidada para fazer o papel de uma menina-moça, a princesa Açucena na peça "A fada de coral", na Companhia Silva Pinto, em que a mãe trabalhava. Mesmo a contragosto, aceitou.

Em 1905, com o falecimento de seu marido e em meio a dificuldades financeiras, aderiu definitivamente ao teatro. Ingressou na Companhia Luso-Brasileira, do empresário Lago, no Teatro São Pedro, e durante um ano e meio atuou em revistas. Estreou na revista "Flor de junho", do paulista José Pisa, com a qual excursionou por vários estados.

Em 1909, representou no Teatro Recreio a peça "A gata borralheira". Pouco tempo depois, foi contratada pelo empresário Alfredo Miranda e viajou em 1910 para Portugal onde atuou no Teatro Sá Bandeira na cidade do Porto, tendo interpretado todo o repertório de operetas vienenses, segundo o crítico Brício de Abreu. No mesmo ano, ingressou na companhia de José Ricardo. No ano seguinte, com o falecimento da mãe retornou ao Brasil. Pouco depois entrou para a companhia de José Loureiro, da qual Luís Moreira, seu segundo marido, era maestro. E saiu em excursão por várias cidades.

Em 1914, na cidade de Santos, conheceu com o marido o humorista João Foca, com quem resolveram formar um trio: ela cantava, Luís Moreira tocava piano e João Foca fazia conferências divertidas. Correram São Paulo e depois todo o interior do estado. Nesta época, a imprensa paulista passou a cognominá-la a Rainha da Canção Brasileira. De volta ao Rio de Janeiro em 1915, apresentaram-se durante um mês no Cinema Pathé, na Avenida Rio Branco. O trio se desfaz no mesmo ano com a morte de João Foca. Ingressou então na Companhia de Cristiano de Souza, no Trianon, onde permaneceu por um ano. Ainda por volta de 1915, gravou na Odeon as canções "Súplica" e "Faceira" e, acompanhada de coro, o coco baiano "O cambuco e o balaio" e o batuque paulista "Chico, Mané, Nicoláu", todas de autores desconhecidos. Em 1916, foi para o Teatro Recreio, onde fez "Bocaccio" e outras operetas. Por volta de 1918, gravou com Olímpio Duarte o desafio "Rolinha" e, sozinha, o tango "Mulata pernóstica", ambas de autores desconhecidos e com arranjos do marido e maestro Luiz Moreira.

Em 1920, foi contratada por Pascoal Segreto para ser a estrela de sua companhia que atuava no Teatro São Pedro. Tornou-se a estrela de "Juriti", de Viriato Corrêa, atuando ao lado de Vicente Celestino, com música de Chiquinha Gonzaga. Atuou ainda em "Flor da noite", Clube dos Pierrôs" e "Amor de bandido", com a qual Vicente Celestino brilhou internacionalmente, todas de Oduvaldo Viana. No mesmo ano, trabalhou no Teatro Fênix com Leopoldo Fróes, em "A sociedade onde a gente se aborrece".

Em 1921, retornou ao Trianon, como primeira figura de uma companhia organizada por Oduvaldo Viana, então seu terceiro marido. Em 1923, excursionou por Buenos Aires e Montevidéu com boa acolhida do público. Em 1924, retornou ao Teatro Trianon e estreou a peça "Em família", de Florêncio Sanchez. Em 1929, gravou para a Odeon a toada "Sarará", de Eduardo Souto e a canção "Meu príncipe encantado", de Armando Ângelo e Guilherme de Almeida. Em 1931, gravou na Victor as canções "Sorriso de mulher", de Marcelo Tupinambá e Oduvaldo Viana e "Flor de maracujá", de Marcelo Tupinambá e Amadeu Amaral.

Em 1940, ingressou no radioteatro da Rádio Nacional, onde emocionava os ouvintes com suas interpretações em novelas, destacando-se seu desempenho no papel de "Conceição", na novela "O direito de nascer". Aposentou-se em 1967, quando completou 80 anos de idade.

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